
segunda-feira, agosto 02, 2010
Coragem

domingo, agosto 01, 2010
Incongruências
Porque cá dentro a alma entristece, fica doente e sente calafrios
Não gosto de pedras de gelo em toalhas quentes
Nem de areia da praia em gelados ardentes
Porque o sal é forte quando o doce é sentido
E o negro é quase cego quando o branco é sofrido.
Tudo na vida tem os seus bons e maus
Mas o mau é quase irrespirável quando o bom é tão querido.
quarta-feira, julho 28, 2010
Um dia
Um dia deixo de me preocupar e nunca mais penso em como pode ser o amanhã.
Um dia desisto de tentar mudar, os outros, a mim e àquilo que gosto.
Porque um dia hei-de perceber que nada muda só com a minha vontade.
Um dia deixo de acreditar que tudo pode ser melhor e bom e feliz
Um dia até hei-de entender que nem vale a pena sonhar
Porque um dia irei saber que, se o hoje é assim, é simplesmente porque alguém se esqueceu de mim
E de nada valerá lutar, acreditar ou querer mudar
Porque nesse dia tudo deixará de fazer sentido, tudo deixará de ser meu, tudo deixará de aceder a meu pedido.
Um dia.
sábado, maio 08, 2010
Núvem cinzenta

Por momentos penso que algum orifício terá deixado entrar resíduos de cinzas na minha alma. Não pode voar, deixou de sonhar e encontra-se sentada num banco de aeroporto, a dormir em cima da bagagem, de olhos fechados. Há dias.
quarta-feira, maio 05, 2010
Eu sei que tinhas
Nunca me pedes para fazer algo de novo. Tinhas que pedir hoje. Tinhas que me encher de alegria, de me levar à praia, de me fazer pedir um pingo de cevada só por pedir, só por pensar que querias, só por acreditar que era um dia diferente, um dia teu, um dia meu de folga como tantos, um dia para sorrir. Tinhas não tinhas?
Tinhas de me encher o peito de coisas boas, de expectativas grandes, de esperanças futuras. Tinhas não tinhas?
Para depois de eu falar, de eu rir, de eu dizer banalidades. Tu explicares o porquê. O porquê de tudo aquilo, o porquê do dia diferente, o porquê do pingo de cevada e da praia. E do acordar cedo num dia de Primavera.
Tinhas não tinhas?
Tinhas mesmo. Que me deitar abaixo. Me tirar o que nunca ninguém me deu.
Tinhas. Eu sei que tinhas.
Esperança. Para ficar.
Sem hesitar, e com um sorriso rasgado no rosto, ambos me responderam: Esperança.
Tal como a mecânica do gravador para o qual falavam e que era segurado por mim, também eu gravei a palavra na mente sem conseguir deixar sair a pergunta seguinte.
Queria ter-lhes perguntado onde a encontraram e se ela lhes foi fiel. Se foi cara ou barata, se foi dada ou roubada. Se é fria ou quente, se bate na cara ou molha os lábios. Queria que me dissessem a que sabe quando é provada, se é como gelado de morango ou chocolate quente, se é amarga como as formigas que queremos provar quando somos crianças, ou doce como toda a nossa infância.
Mais do que saber onde mora, onde a posso encontrar ou qual o seu número de telefone, gostava que me tivessem dito se, quando existe, é real ou visivel, se é verde ou negra, se é eterna ou efémera.
Gostava também que me esclarecessem se vale a pena procurá-la, ou se devemos aguardar sentados que um dia ela nos bata à porta, para a recebermos de braços abertos, abrir-lhe o melhor dos vinhos, oferecer-lhe o melhor dos petiscos e deixá-la ficar. Se precisa de ser "comprada" ou a podemos vender ao desbarato a todos os que quiserem um pedaço.
Mas não fui capaz. Ficaram eles na certeza de que, em palco, conseguem transmitir a mensagem de Esperança. Fiquei eu na incerteza de saber se algum dia a vou encontrar. Para ficar.
segunda-feira, abril 19, 2010
Sentimentos ambíguos
Depois de ter tolerado.
Descrença.
Depois de ter acreditado.
Fuga.
Depois de ter corrido.
Ódio.
Depois de ter gostado.
Paz.
Depois de ter suado.
Eu e só eu.
Porque em mim confio.
E porque nunca estamos sós quando nos temos por companhia.
terça-feira, março 23, 2010
Todo o sentimento
Memórias de infância que bailam e rodopiam num tempo presente que não quero sentir.
Preciso não dormir
Até se consumar o tempo, da gente
Preciso conduzir um tempo de te amar
Te amando devagar e urgentemente
Pretendo descobrir, num último momento
Um tempo que refaz o que desfez
Que recolhe todo o sentimento
Que bota no corpo uma outra vez
Prometo te querer
Até o amor cair doente, doente
Prefiro então partir a tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Depois de te querer te encontro com certeza
Talvez no tempo da delicadeza
Onde não diremos nada, nada aconteceu
Apenas seguirei como encantado ao lado teu
(Chico Buarque)
quinta-feira, março 04, 2010
Castelo de Cartas

segunda-feira, janeiro 18, 2010
Seis
Lembras-te do quanto nos ríamos das piadas do Gil e do quanto te divertia o sentido de humor dele?
Lembras-te do quanto gostavas de ajudar e da tua sinceridade fria?
Sabes que me tornei igual a ti? Na frontalidade, nas palavras sérias, na vontade de ser eu própria?
Lembras-te da força de vontade única e da garra inquebrável que te definia?
Sabes que nunca te vou igualar nisso?
Sabes que já se passaram seis anos desde que foste e que nada nem ninguém no mundo me fará esquecer tudo o que passamos juntas?
quinta-feira, janeiro 14, 2010
Nadas e coisas algumas

segunda-feira, janeiro 04, 2010
2009

2009, o ano dos sonhos
2009, o ano das dores
O ano em que me levaram o Leo
O ano em que me ensinaram o perigo de andar na estrada, sobre quatro rodas
O ano em que o repetiram insistentemente
O ano em que me ensinaram que os sustos leva-is a vida
E que a vida é tudo a que temos de nos agarrar quando os sustos são grandes
2009, o ano de não festejar o aniversário
O ano de o avô ser internado
O ano de ter boas notícias
De acreditar na medicina humana
Porque na veterinária, está provado, não vale a pena.
2009 o ano dos belos Açores
De aprender que há sempre um dia para ganhar coragem e partir à aventura
O ano da mudança no destino das férias
E no sentido das férias
O ano de abdicar das férias em prol do sonho... ou da obrigação
2009, o ano do aperto
O ano das eleições autárquicas
E das surpresas más.
O ano do estágio profissional,
Do sonho, da realidade, da carteira de jornalista.
O ano da profissão, o ano de aprender que a profissão não é tudo, e que pode ser nada quando passamos a viver em prol de outro mais do que a favor de nós próprios.
O ano de querer com todas as forças a sua realização
De me esquecer de mim, dos meus sucessos, para pensar em largá-los em prol dos teus.
O ano da tese de mestrado, do mestrado e do título de mestre.
O ano do orgulho em mim, da falta de crença, da perda da esperança.
2009, seguramente o pior e o melhor ano da minha vida.
O ano de acreditar que há sempre forma de mudar,
De crer em dias melhores
E de, na inocência de uma certeza incerta, pensa que é de um dia para o outro que o destino nos muda a vida.
Foto: aqui
sexta-feira, dezembro 18, 2009
18
Fracções matemáticas infindáveis e infinitas.
Cálculos, somas, significados exactos.
Matemática nunca foi a minha escolha, embora ao contrário de muita gente, também nunca tenha fugido dela.
Às vezes acho que a ciência me trai, porque vivo pelos sentimentos, poque fujo da exactidão e porque quero acreditar que nem sempre a vida é um dois mais dois.
Hoje, num dia carregado de dolorosas recordações, numa semana que se aproxima do clímax mais intenso que alguma vez podia ter sentido, também o dia 18 chega, repleto de importância.
São 9h da manhã. O sono foi embora, o despertar foi repentino, com o som do meu próprio coração a bater a compassos incertos. Com números redondos a ensombrar o meu destino. Com uma ansiedade incontrolável a cair sobre a perspectiva do meu dia.
Tudo pode acabar hoje. Tudo pode começar hoje. Tudo pode, simplesmente, ficar igual. E essa, sim, é a pior equação matemática.
quarta-feira, dezembro 16, 2009
"Que 2009 termine rapidamente pois não vai deixar saudades a nenhum de nós, a não ser, por ventura, a felicidade de estarmos vivos".
Deculpa, 2009, por não saber apreciar as coisas boas que me trouxeste. As más são fortes demais. Mas ainda estás a tempo de mudar tudo. Basta um dia. Basta uma notícia.
Correr

terça-feira, novembro 24, 2009
Porquê?

Porque é que na maioria das vezes não conseguimos controlar as más acções?
Porque é que, depois disso, queremos tanto gritar "perdão" e as palavras não saem?
sexta-feira, novembro 06, 2009
Chave dos sonhos

quinta-feira, novembro 05, 2009
Happy Endings

segunda-feira, outubro 19, 2009
Ciclos

quinta-feira, outubro 08, 2009
Farsa
