segunda-feira, janeiro 18, 2010
Seis
Lembras-te do quanto nos ríamos das piadas do Gil e do quanto te divertia o sentido de humor dele?
Lembras-te do quanto gostavas de ajudar e da tua sinceridade fria?
Sabes que me tornei igual a ti? Na frontalidade, nas palavras sérias, na vontade de ser eu própria?
Lembras-te da força de vontade única e da garra inquebrável que te definia?
Sabes que nunca te vou igualar nisso?
Sabes que já se passaram seis anos desde que foste e que nada nem ninguém no mundo me fará esquecer tudo o que passamos juntas?
quinta-feira, janeiro 14, 2010
Nadas e coisas algumas

segunda-feira, janeiro 04, 2010
2009

2009, o ano dos sonhos
2009, o ano das dores
O ano em que me levaram o Leo
O ano em que me ensinaram o perigo de andar na estrada, sobre quatro rodas
O ano em que o repetiram insistentemente
O ano em que me ensinaram que os sustos leva-is a vida
E que a vida é tudo a que temos de nos agarrar quando os sustos são grandes
2009, o ano de não festejar o aniversário
O ano de o avô ser internado
O ano de ter boas notícias
De acreditar na medicina humana
Porque na veterinária, está provado, não vale a pena.
2009 o ano dos belos Açores
De aprender que há sempre um dia para ganhar coragem e partir à aventura
O ano da mudança no destino das férias
E no sentido das férias
O ano de abdicar das férias em prol do sonho... ou da obrigação
2009, o ano do aperto
O ano das eleições autárquicas
E das surpresas más.
O ano do estágio profissional,
Do sonho, da realidade, da carteira de jornalista.
O ano da profissão, o ano de aprender que a profissão não é tudo, e que pode ser nada quando passamos a viver em prol de outro mais do que a favor de nós próprios.
O ano de querer com todas as forças a sua realização
De me esquecer de mim, dos meus sucessos, para pensar em largá-los em prol dos teus.
O ano da tese de mestrado, do mestrado e do título de mestre.
O ano do orgulho em mim, da falta de crença, da perda da esperança.
2009, seguramente o pior e o melhor ano da minha vida.
O ano de acreditar que há sempre forma de mudar,
De crer em dias melhores
E de, na inocência de uma certeza incerta, pensa que é de um dia para o outro que o destino nos muda a vida.
Foto: aqui
sexta-feira, dezembro 18, 2009
18
Fracções matemáticas infindáveis e infinitas.
Cálculos, somas, significados exactos.
Matemática nunca foi a minha escolha, embora ao contrário de muita gente, também nunca tenha fugido dela.
Às vezes acho que a ciência me trai, porque vivo pelos sentimentos, poque fujo da exactidão e porque quero acreditar que nem sempre a vida é um dois mais dois.
Hoje, num dia carregado de dolorosas recordações, numa semana que se aproxima do clímax mais intenso que alguma vez podia ter sentido, também o dia 18 chega, repleto de importância.
São 9h da manhã. O sono foi embora, o despertar foi repentino, com o som do meu próprio coração a bater a compassos incertos. Com números redondos a ensombrar o meu destino. Com uma ansiedade incontrolável a cair sobre a perspectiva do meu dia.
Tudo pode acabar hoje. Tudo pode começar hoje. Tudo pode, simplesmente, ficar igual. E essa, sim, é a pior equação matemática.
quarta-feira, dezembro 16, 2009
"Que 2009 termine rapidamente pois não vai deixar saudades a nenhum de nós, a não ser, por ventura, a felicidade de estarmos vivos".
Deculpa, 2009, por não saber apreciar as coisas boas que me trouxeste. As más são fortes demais. Mas ainda estás a tempo de mudar tudo. Basta um dia. Basta uma notícia.
Correr

terça-feira, novembro 24, 2009
Porquê?

Porque é que na maioria das vezes não conseguimos controlar as más acções?
Porque é que, depois disso, queremos tanto gritar "perdão" e as palavras não saem?
sexta-feira, novembro 06, 2009
Chave dos sonhos

quinta-feira, novembro 05, 2009
Happy Endings

segunda-feira, outubro 19, 2009
Ciclos

quinta-feira, outubro 08, 2009
Farsa

segunda-feira, setembro 21, 2009
Livro da vida

Depois, surgiram os outros, a inovação, aqueles que apenas deixavam uma faixa branca de tinta autocolante.
Hoje é duro apagar as palavras que vamos redigindo nas páginas do livro da vida. Porque não queremos, porque não podemos. Porque não nos deixam, enfim.
Será pedir demais que te dê a minha caneta de cor invisível e com ela escrevas uma nova página no livro da minha vida? Vá lá. Só uma. Não custa nada e até podes fazer letra grande. Bem grande. Para que eu não me esqueça de a ler. Para que eu nunca a possa esquecer. Será que não mereço?
Prometo que, se assim for, numa chantagem doce e amarga, tudo farei para apagar aquilo que de mau teve que acontecer.
quinta-feira, setembro 03, 2009
Frase que mudou o meu dia
"Não temo o que virá. Venha o que vier, nunca será maior do que a minha alma" (Fernando Pessoa)
quinta-feira, agosto 27, 2009
Em ti. Há muito. (de mim)
Hoje falam-me em destino. Estaria escrito? Se alguém o escreveu numa folha de papel, na parede ou no céu, não sei. Prefiro não saber. Porque quem o fez devia querer-te mal a ti.
Se me queria mal a mim? Não sei. Não creio. Sinais do tempo, da lua e da luz dizem-me que não devo dizer mal do destino, que não hei-de amaldiçoar aquilo que ele me reservou. É verdade.
Mas deixem-me só e simplesmente não pensar nele. E só em ti.
Porque contigo levaste um pouco do muito de mim.
segunda-feira, julho 13, 2009
Até quando?
Hoje és uma recordação dorida, uma lembrança temida, um ácido de dor que espreme lágrimas arrancadas de dentro.
Até quando irei continuar a chorar por ti?
Já não deveriam ter passado "aqueles dias difíceis" de que me preveniram?
segunda-feira, junho 29, 2009
Lembras-te?
Lembras-te das horas que passava agarrada ao computador e tu, todo deliciado, dormias no meu colo?
Lembras-te de como resmungavas quando te acordava para te fazer um mimo perdido?
Lembras-te de quanto eu era feliz enquanto vivias?
quinta-feira, junho 25, 2009
Agradecimento

terça-feira, junho 23, 2009
Rescaldo
Dei-te carinho
Dei-te paz, quando quiseste estar sozinho.
Dei-te alegria
Dei-te compreensão
Acho que posso dizer que também te dei paixão
Porque estar apaixonado
Era viver em função de ti
Era nunca deixar de querer ter-te aqui
Era elevar-te acima daquilo que eu própria senti
Era ter coragem de me esquecer de mim,
Para saber que ao pôr fim ao teu sofrimento.
Era o meu que estava a começar ali
domingo, junho 21, 2009
E agora?
Mais do que qualquer um igual a ti poderia ser.
Porque tu não eras um qualquer.
Porque tu não eras.
À medida que foste entrando na minha vida,
Fui-te dando vida, fui-te vendo crescer.
Fui-te acomodando num cantinho quente do meu coração.
Fui-me habituando a ti. Muito. Demais.
Devias ter vivido mais. Devias ter aproveitado a vida como os outros.
Como aqueles iguais a ti.
Embora nenhum fosse igual a ti.
Agora sei que não te perco mais.
Sei que também não te perdes nas ruas, nos carros, no destino.
Agora já só tenho certezas.
Tenho a certeza de que não virão mais dúvidas.
Só dor e muitas lágrimas.
Lágrimas por ti. Por tudo o que foste e por tudo o que merecias ter sido.
E agora? Como é que vou viver sem ti?
sábado, junho 20, 2009
Boa recordação
Não quero falar.
Não quero lembrar.
Deixem-me chorar muito.
Hoje, amanhã e depois...
Até a lágrima secar e apenas ficar...
A boa recordação tua.