segunda-feira, abril 19, 2010
Sentimentos ambíguos
Depois de ter tolerado.
Descrença.
Depois de ter acreditado.
Fuga.
Depois de ter corrido.
Ódio.
Depois de ter gostado.
Paz.
Depois de ter suado.
Eu e só eu.
Porque em mim confio.
E porque nunca estamos sós quando nos temos por companhia.
terça-feira, março 23, 2010
Todo o sentimento
Memórias de infância que bailam e rodopiam num tempo presente que não quero sentir.
Preciso não dormir
Até se consumar o tempo, da gente
Preciso conduzir um tempo de te amar
Te amando devagar e urgentemente
Pretendo descobrir, num último momento
Um tempo que refaz o que desfez
Que recolhe todo o sentimento
Que bota no corpo uma outra vez
Prometo te querer
Até o amor cair doente, doente
Prefiro então partir a tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Depois de te querer te encontro com certeza
Talvez no tempo da delicadeza
Onde não diremos nada, nada aconteceu
Apenas seguirei como encantado ao lado teu
(Chico Buarque)
quinta-feira, março 04, 2010
Castelo de Cartas

segunda-feira, janeiro 18, 2010
Seis
Lembras-te do quanto nos ríamos das piadas do Gil e do quanto te divertia o sentido de humor dele?
Lembras-te do quanto gostavas de ajudar e da tua sinceridade fria?
Sabes que me tornei igual a ti? Na frontalidade, nas palavras sérias, na vontade de ser eu própria?
Lembras-te da força de vontade única e da garra inquebrável que te definia?
Sabes que nunca te vou igualar nisso?
Sabes que já se passaram seis anos desde que foste e que nada nem ninguém no mundo me fará esquecer tudo o que passamos juntas?
quinta-feira, janeiro 14, 2010
Nadas e coisas algumas

segunda-feira, janeiro 04, 2010
2009

2009, o ano dos sonhos
2009, o ano das dores
O ano em que me levaram o Leo
O ano em que me ensinaram o perigo de andar na estrada, sobre quatro rodas
O ano em que o repetiram insistentemente
O ano em que me ensinaram que os sustos leva-is a vida
E que a vida é tudo a que temos de nos agarrar quando os sustos são grandes
2009, o ano de não festejar o aniversário
O ano de o avô ser internado
O ano de ter boas notícias
De acreditar na medicina humana
Porque na veterinária, está provado, não vale a pena.
2009 o ano dos belos Açores
De aprender que há sempre um dia para ganhar coragem e partir à aventura
O ano da mudança no destino das férias
E no sentido das férias
O ano de abdicar das férias em prol do sonho... ou da obrigação
2009, o ano do aperto
O ano das eleições autárquicas
E das surpresas más.
O ano do estágio profissional,
Do sonho, da realidade, da carteira de jornalista.
O ano da profissão, o ano de aprender que a profissão não é tudo, e que pode ser nada quando passamos a viver em prol de outro mais do que a favor de nós próprios.
O ano de querer com todas as forças a sua realização
De me esquecer de mim, dos meus sucessos, para pensar em largá-los em prol dos teus.
O ano da tese de mestrado, do mestrado e do título de mestre.
O ano do orgulho em mim, da falta de crença, da perda da esperança.
2009, seguramente o pior e o melhor ano da minha vida.
O ano de acreditar que há sempre forma de mudar,
De crer em dias melhores
E de, na inocência de uma certeza incerta, pensa que é de um dia para o outro que o destino nos muda a vida.
Foto: aqui
sexta-feira, dezembro 18, 2009
18
Fracções matemáticas infindáveis e infinitas.
Cálculos, somas, significados exactos.
Matemática nunca foi a minha escolha, embora ao contrário de muita gente, também nunca tenha fugido dela.
Às vezes acho que a ciência me trai, porque vivo pelos sentimentos, poque fujo da exactidão e porque quero acreditar que nem sempre a vida é um dois mais dois.
Hoje, num dia carregado de dolorosas recordações, numa semana que se aproxima do clímax mais intenso que alguma vez podia ter sentido, também o dia 18 chega, repleto de importância.
São 9h da manhã. O sono foi embora, o despertar foi repentino, com o som do meu próprio coração a bater a compassos incertos. Com números redondos a ensombrar o meu destino. Com uma ansiedade incontrolável a cair sobre a perspectiva do meu dia.
Tudo pode acabar hoje. Tudo pode começar hoje. Tudo pode, simplesmente, ficar igual. E essa, sim, é a pior equação matemática.
quarta-feira, dezembro 16, 2009
"Que 2009 termine rapidamente pois não vai deixar saudades a nenhum de nós, a não ser, por ventura, a felicidade de estarmos vivos".
Deculpa, 2009, por não saber apreciar as coisas boas que me trouxeste. As más são fortes demais. Mas ainda estás a tempo de mudar tudo. Basta um dia. Basta uma notícia.
Correr

terça-feira, novembro 24, 2009
Porquê?

Porque é que na maioria das vezes não conseguimos controlar as más acções?
Porque é que, depois disso, queremos tanto gritar "perdão" e as palavras não saem?
sexta-feira, novembro 06, 2009
Chave dos sonhos

quinta-feira, novembro 05, 2009
Happy Endings

segunda-feira, outubro 19, 2009
Ciclos

quinta-feira, outubro 08, 2009
Farsa

segunda-feira, setembro 21, 2009
Livro da vida

Depois, surgiram os outros, a inovação, aqueles que apenas deixavam uma faixa branca de tinta autocolante.
Hoje é duro apagar as palavras que vamos redigindo nas páginas do livro da vida. Porque não queremos, porque não podemos. Porque não nos deixam, enfim.
Será pedir demais que te dê a minha caneta de cor invisível e com ela escrevas uma nova página no livro da minha vida? Vá lá. Só uma. Não custa nada e até podes fazer letra grande. Bem grande. Para que eu não me esqueça de a ler. Para que eu nunca a possa esquecer. Será que não mereço?
Prometo que, se assim for, numa chantagem doce e amarga, tudo farei para apagar aquilo que de mau teve que acontecer.
quinta-feira, setembro 03, 2009
Frase que mudou o meu dia
"Não temo o que virá. Venha o que vier, nunca será maior do que a minha alma" (Fernando Pessoa)
quinta-feira, agosto 27, 2009
Em ti. Há muito. (de mim)
Hoje falam-me em destino. Estaria escrito? Se alguém o escreveu numa folha de papel, na parede ou no céu, não sei. Prefiro não saber. Porque quem o fez devia querer-te mal a ti.
Se me queria mal a mim? Não sei. Não creio. Sinais do tempo, da lua e da luz dizem-me que não devo dizer mal do destino, que não hei-de amaldiçoar aquilo que ele me reservou. É verdade.
Mas deixem-me só e simplesmente não pensar nele. E só em ti.
Porque contigo levaste um pouco do muito de mim.
segunda-feira, julho 13, 2009
Até quando?
Hoje és uma recordação dorida, uma lembrança temida, um ácido de dor que espreme lágrimas arrancadas de dentro.
Até quando irei continuar a chorar por ti?
Já não deveriam ter passado "aqueles dias difíceis" de que me preveniram?
segunda-feira, junho 29, 2009
Lembras-te?
Lembras-te das horas que passava agarrada ao computador e tu, todo deliciado, dormias no meu colo?
Lembras-te de como resmungavas quando te acordava para te fazer um mimo perdido?
Lembras-te de quanto eu era feliz enquanto vivias?
quinta-feira, junho 25, 2009
Agradecimento
