quarta-feira, maio 05, 2010
Esperança. Para ficar.
Sem hesitar, e com um sorriso rasgado no rosto, ambos me responderam: Esperança.
Tal como a mecânica do gravador para o qual falavam e que era segurado por mim, também eu gravei a palavra na mente sem conseguir deixar sair a pergunta seguinte.
Queria ter-lhes perguntado onde a encontraram e se ela lhes foi fiel. Se foi cara ou barata, se foi dada ou roubada. Se é fria ou quente, se bate na cara ou molha os lábios. Queria que me dissessem a que sabe quando é provada, se é como gelado de morango ou chocolate quente, se é amarga como as formigas que queremos provar quando somos crianças, ou doce como toda a nossa infância.
Mais do que saber onde mora, onde a posso encontrar ou qual o seu número de telefone, gostava que me tivessem dito se, quando existe, é real ou visivel, se é verde ou negra, se é eterna ou efémera.
Gostava também que me esclarecessem se vale a pena procurá-la, ou se devemos aguardar sentados que um dia ela nos bata à porta, para a recebermos de braços abertos, abrir-lhe o melhor dos vinhos, oferecer-lhe o melhor dos petiscos e deixá-la ficar. Se precisa de ser "comprada" ou a podemos vender ao desbarato a todos os que quiserem um pedaço.
Mas não fui capaz. Ficaram eles na certeza de que, em palco, conseguem transmitir a mensagem de Esperança. Fiquei eu na incerteza de saber se algum dia a vou encontrar. Para ficar.
segunda-feira, abril 19, 2010
Sentimentos ambíguos
Depois de ter tolerado.
Descrença.
Depois de ter acreditado.
Fuga.
Depois de ter corrido.
Ódio.
Depois de ter gostado.
Paz.
Depois de ter suado.
Eu e só eu.
Porque em mim confio.
E porque nunca estamos sós quando nos temos por companhia.
terça-feira, março 23, 2010
Todo o sentimento
Memórias de infância que bailam e rodopiam num tempo presente que não quero sentir.
Preciso não dormir
Até se consumar o tempo, da gente
Preciso conduzir um tempo de te amar
Te amando devagar e urgentemente
Pretendo descobrir, num último momento
Um tempo que refaz o que desfez
Que recolhe todo o sentimento
Que bota no corpo uma outra vez
Prometo te querer
Até o amor cair doente, doente
Prefiro então partir a tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Depois de te querer te encontro com certeza
Talvez no tempo da delicadeza
Onde não diremos nada, nada aconteceu
Apenas seguirei como encantado ao lado teu
(Chico Buarque)
quinta-feira, março 04, 2010
Castelo de Cartas

segunda-feira, janeiro 18, 2010
Seis
Lembras-te do quanto nos ríamos das piadas do Gil e do quanto te divertia o sentido de humor dele?
Lembras-te do quanto gostavas de ajudar e da tua sinceridade fria?
Sabes que me tornei igual a ti? Na frontalidade, nas palavras sérias, na vontade de ser eu própria?
Lembras-te da força de vontade única e da garra inquebrável que te definia?
Sabes que nunca te vou igualar nisso?
Sabes que já se passaram seis anos desde que foste e que nada nem ninguém no mundo me fará esquecer tudo o que passamos juntas?
quinta-feira, janeiro 14, 2010
Nadas e coisas algumas

segunda-feira, janeiro 04, 2010
2009

2009, o ano dos sonhos
2009, o ano das dores
O ano em que me levaram o Leo
O ano em que me ensinaram o perigo de andar na estrada, sobre quatro rodas
O ano em que o repetiram insistentemente
O ano em que me ensinaram que os sustos leva-is a vida
E que a vida é tudo a que temos de nos agarrar quando os sustos são grandes
2009, o ano de não festejar o aniversário
O ano de o avô ser internado
O ano de ter boas notícias
De acreditar na medicina humana
Porque na veterinária, está provado, não vale a pena.
2009 o ano dos belos Açores
De aprender que há sempre um dia para ganhar coragem e partir à aventura
O ano da mudança no destino das férias
E no sentido das férias
O ano de abdicar das férias em prol do sonho... ou da obrigação
2009, o ano do aperto
O ano das eleições autárquicas
E das surpresas más.
O ano do estágio profissional,
Do sonho, da realidade, da carteira de jornalista.
O ano da profissão, o ano de aprender que a profissão não é tudo, e que pode ser nada quando passamos a viver em prol de outro mais do que a favor de nós próprios.
O ano de querer com todas as forças a sua realização
De me esquecer de mim, dos meus sucessos, para pensar em largá-los em prol dos teus.
O ano da tese de mestrado, do mestrado e do título de mestre.
O ano do orgulho em mim, da falta de crença, da perda da esperança.
2009, seguramente o pior e o melhor ano da minha vida.
O ano de acreditar que há sempre forma de mudar,
De crer em dias melhores
E de, na inocência de uma certeza incerta, pensa que é de um dia para o outro que o destino nos muda a vida.
Foto: aqui
sexta-feira, dezembro 18, 2009
18
Fracções matemáticas infindáveis e infinitas.
Cálculos, somas, significados exactos.
Matemática nunca foi a minha escolha, embora ao contrário de muita gente, também nunca tenha fugido dela.
Às vezes acho que a ciência me trai, porque vivo pelos sentimentos, poque fujo da exactidão e porque quero acreditar que nem sempre a vida é um dois mais dois.
Hoje, num dia carregado de dolorosas recordações, numa semana que se aproxima do clímax mais intenso que alguma vez podia ter sentido, também o dia 18 chega, repleto de importância.
São 9h da manhã. O sono foi embora, o despertar foi repentino, com o som do meu próprio coração a bater a compassos incertos. Com números redondos a ensombrar o meu destino. Com uma ansiedade incontrolável a cair sobre a perspectiva do meu dia.
Tudo pode acabar hoje. Tudo pode começar hoje. Tudo pode, simplesmente, ficar igual. E essa, sim, é a pior equação matemática.
quarta-feira, dezembro 16, 2009
"Que 2009 termine rapidamente pois não vai deixar saudades a nenhum de nós, a não ser, por ventura, a felicidade de estarmos vivos".
Deculpa, 2009, por não saber apreciar as coisas boas que me trouxeste. As más são fortes demais. Mas ainda estás a tempo de mudar tudo. Basta um dia. Basta uma notícia.
Correr

terça-feira, novembro 24, 2009
Porquê?

Porque é que na maioria das vezes não conseguimos controlar as más acções?
Porque é que, depois disso, queremos tanto gritar "perdão" e as palavras não saem?
sexta-feira, novembro 06, 2009
Chave dos sonhos

quinta-feira, novembro 05, 2009
Happy Endings

segunda-feira, outubro 19, 2009
Ciclos

quinta-feira, outubro 08, 2009
Farsa

segunda-feira, setembro 21, 2009
Livro da vida

Depois, surgiram os outros, a inovação, aqueles que apenas deixavam uma faixa branca de tinta autocolante.
Hoje é duro apagar as palavras que vamos redigindo nas páginas do livro da vida. Porque não queremos, porque não podemos. Porque não nos deixam, enfim.
Será pedir demais que te dê a minha caneta de cor invisível e com ela escrevas uma nova página no livro da minha vida? Vá lá. Só uma. Não custa nada e até podes fazer letra grande. Bem grande. Para que eu não me esqueça de a ler. Para que eu nunca a possa esquecer. Será que não mereço?
Prometo que, se assim for, numa chantagem doce e amarga, tudo farei para apagar aquilo que de mau teve que acontecer.
quinta-feira, setembro 03, 2009
Frase que mudou o meu dia
"Não temo o que virá. Venha o que vier, nunca será maior do que a minha alma" (Fernando Pessoa)
quinta-feira, agosto 27, 2009
Em ti. Há muito. (de mim)
Hoje falam-me em destino. Estaria escrito? Se alguém o escreveu numa folha de papel, na parede ou no céu, não sei. Prefiro não saber. Porque quem o fez devia querer-te mal a ti.
Se me queria mal a mim? Não sei. Não creio. Sinais do tempo, da lua e da luz dizem-me que não devo dizer mal do destino, que não hei-de amaldiçoar aquilo que ele me reservou. É verdade.
Mas deixem-me só e simplesmente não pensar nele. E só em ti.
Porque contigo levaste um pouco do muito de mim.
segunda-feira, julho 13, 2009
Até quando?
Hoje és uma recordação dorida, uma lembrança temida, um ácido de dor que espreme lágrimas arrancadas de dentro.
Até quando irei continuar a chorar por ti?
Já não deveriam ter passado "aqueles dias difíceis" de que me preveniram?
segunda-feira, junho 29, 2009
Lembras-te?
Lembras-te das horas que passava agarrada ao computador e tu, todo deliciado, dormias no meu colo?
Lembras-te de como resmungavas quando te acordava para te fazer um mimo perdido?
Lembras-te de quanto eu era feliz enquanto vivias?
quinta-feira, junho 25, 2009
Agradecimento

terça-feira, junho 23, 2009
Rescaldo
Dei-te carinho
Dei-te paz, quando quiseste estar sozinho.
Dei-te alegria
Dei-te compreensão
Acho que posso dizer que também te dei paixão
Porque estar apaixonado
Era viver em função de ti
Era nunca deixar de querer ter-te aqui
Era elevar-te acima daquilo que eu própria senti
Era ter coragem de me esquecer de mim,
Para saber que ao pôr fim ao teu sofrimento.
Era o meu que estava a começar ali
domingo, junho 21, 2009
E agora?
Mais do que qualquer um igual a ti poderia ser.
Porque tu não eras um qualquer.
Porque tu não eras.
À medida que foste entrando na minha vida,
Fui-te dando vida, fui-te vendo crescer.
Fui-te acomodando num cantinho quente do meu coração.
Fui-me habituando a ti. Muito. Demais.
Devias ter vivido mais. Devias ter aproveitado a vida como os outros.
Como aqueles iguais a ti.
Embora nenhum fosse igual a ti.
Agora sei que não te perco mais.
Sei que também não te perdes nas ruas, nos carros, no destino.
Agora já só tenho certezas.
Tenho a certeza de que não virão mais dúvidas.
Só dor e muitas lágrimas.
Lágrimas por ti. Por tudo o que foste e por tudo o que merecias ter sido.
E agora? Como é que vou viver sem ti?
sábado, junho 20, 2009
Boa recordação
Não quero falar.
Não quero lembrar.
Deixem-me chorar muito.
Hoje, amanhã e depois...
Até a lágrima secar e apenas ficar...
A boa recordação tua.
domingo, maio 31, 2009
Desta vez

quinta-feira, maio 28, 2009
Porta que se abre, janela que se fecha

domingo, maio 10, 2009
terça-feira, maio 05, 2009
Às vezes
Uma simples gota de água é capaz de agitar o oceano.
Às vezes, um pequeno sorriso é capaaz de mandar embora a tristeza
E uma pequena palavra tem força para mudar uma vida inteira.
Às vezes, quando a nossa vida escurece e a luz parece branda e artificial,
Um simples sopro de vento é capaz de mudar as certezas, de tornar ténues as tristezas.
Às vezes. Sim, às vezes a dor é tão forte que um simples suspiro pode trazer o alívio.
sexta-feira, maio 01, 2009
Final feliz?
Hoje somos novamente as mesmas personagens do mesmo filme. Gravamos as mesmas cenas vezes sem conta e esperamos um final que queremos que seja feliz. Não como da primeira vez, não como da primeira etapa em que o gravámos. Podíamos ter desistido, podíamos ter abandonado o barco e podíamos não estar aqui hoje, agora, a viver novamente a nossa vida, a reescrever sobre linhas férteis o teu e o meu filme, o filme da nossa vida. Mas estamos. E prometo que irei lutar para que, desta vez, o final não se repita. Como nos DVDs especiais, em que podemos ver as duas faces da mesma moeda, as duas possibilidades de final. Eu não quero chorar mais. Quero escolher o final feliz. E tu?
Seremos capazes?
segunda-feira, abril 20, 2009
Prefiro mesmo. Juro.
Prefiro ver-te renascer a acreditar que vais morrer. Mesmo. E de vez.
Não me deixes.
sábado, abril 18, 2009
Can it be possible?
Will I have strenght enough?
Vou continuar a lutar por ti, meu pequeno, mas perdoa-me pelos choros em sufoco e as lágrimas que não consigo conter. Hei-de arranjar forças para recomeçar. Tudo. E de novo.
quinta-feira, abril 16, 2009
Ser Forte
Ser forte mesmo quando as ondas são altas e a praia está longe.
Ser forte mesmo quando a noite é escura e a manhã ainda dorme no hospício da imaginação.
Ser forte mesmo quando os monstros que criamos extraviam os anjos que nos guiam.
Ser forte mesmo quando o mundo nos parece virar as costas, a felicidade parece ter-se esquecido de nós, a alegria parece ter emigrado para o outro lado do planeta.
Ser forte é o que nos pedem quando as nossas asas deixam de voar, os nossos poros de respirar, os nossos olhos de abrir.
Ser forte é, enfim, a única alternativa que temos para que a fraqueza não nos leve de arrasto na batalha e a poeira não nos encha os olhos e a boca.
Cospe a poeira e abre as asas. Deste lado há quem torça por ti, quem chore como tu, quem queira que, por muito que a dor seja superior à vontade de a combater, sejas forte.
quarta-feira, abril 15, 2009
Roleta da Vida

terça-feira, março 31, 2009
Livro como destino
quarta-feira, março 11, 2009
Bem vindo a casa, Leo
Depois de todas as lutas, depois de todas as lágrimas, depois de todas as esperanças perdidas.
Venceu, pelo menos até hoje. O futuro só Deus o saberá.
E eu sei que há um Deus, para lá dos instintos felinos. Um deus que é pequeno e tem garras, que tem pêlo e fala em "miau".
Sim, é quando as nossas crenças se afundam, que ele se manifesta. Esse Deus que é gato ou cão, que é homem ou mulher. Que é.
Que me fez acreditar que vale a pena chorar. Que tudo dói menos quando os dias são repletos de lágrimas.
Gostava de ser como o Leo, forte e destemido. De ser capaz de, mesmo em convalescença de uma operação que lhe roubou alguns órgãos, querer saltar muros, avançar sofás, provar a todos os outros de que tenho força de viver.
Mesmo que a vida me tenha traído, sabendo que a amo tanto.
Um obrigado muito sincero e especial a todas as palavras amigas das amigas que nunca me deixam só.
segunda-feira, março 09, 2009
Nova cara
Porque nem sempre aquilo que mostramos é aquilo que dizemos sentir.
Uma nova máscara para um blogue que acompanha uma vida inteira de paixões e desalentos.
O meu espaço, o meu cantinho, a minha vida em palavras.
sexta-feira, março 06, 2009
Esperança

sexta-feira, fevereiro 27, 2009
Sorte
Desde o início de 2009 que me sinto entregue à minha sorte. Penso que deveria ter lutado contra ela, agora acredito que já é tarde. Desde uma multa no carro ultrapassada por uma situação no mínimo embaraçosa, passando por arranhões no mesmo carro e terminando com um pequeno acidente, sem culpa, mas para o qual não me chegou o susto, vejo-me hoje desamparada e sem forças para encarar o que me está a acontecer.
De novo o Leo. As esperanças de que ele melhorasse foram-se avolumando nos últimos dias, fui ganhando coragem para acreditar que seria ontem "o" dia. E era. Se novamente a sorte não o traísse. A ele e a mim. Voltou a piorar.
Com tudo isto, a minha vida parou de girar em torno de mim, da minha ambição por encontrar uma ocupação mais definitiva do que o Audiência. Parece que, de repente, tudo deixou de fazer um sentido claro. Acordo a pensar que hoje será um dia novo e que o Leo vai voltar para casa e quase nem reflicto sobre aquilo que me trouxe cá. Estou feliz com a minha condição? Será que já não procuro um trabalho estável, uma vida futura, um aconchego emocional?
Não. Hoje só quero que ele não sofra, só não me quero sentir culpada. Só quero estar entregue à sorte que me traiu, ao azar no qual não creio e a mim própria, em que já não sei se acredito.
Não sou a Cris que me conheço, a Cris que todos conhecem. Deixem-me amargar a minha falta de sorte, deixem-me acreditar que tudo vai passar. E por favor, aqueçam-me os lençóis que são só meus. Hoje não quero ser eu. Quero ganhar a minha sorte.
quarta-feira, fevereiro 25, 2009
Só quem os tem percebe do que falo
A minha casa é grande como o sol. No pátio, há jardins e árvores com flores que nascem na Primavera. Os raios são quentes no Inverno frio e as sombras são refrescantes quando o calor do Verão aperta.
Não morreu. Fiquei feliz. Mas sofreu. De quem será a culpa?
Sofreu ele e sofri eu por ter assistido a toda aquela tentativa de salvamento. Sabia, no momento em que chorava de pena dele, que não se tratava de uma pessoa, mas de um animal. Mas nascerão eles para sofrer?
A dor que mais dói é a impotência para mudar o sofrimento dos outros. E nessa altura, sim. Eu soube que o Leo dependia de mim. De mim, da medicina e da insistência da médica que o curava.
Sim, Leo. Nunca irás entender o que sinto por saber que sofres. Mas saberá, alguém, aquilo que sentem realmente aqueles que os amam?
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
Viver
Viver na incerteza de um amanhã incerto, de pedras de calçada ténues e molhadas pela chuva do amanhecer.
Viver para esquecer o passado, para crer no devir, para mudar o que não se é e pensar no que se quer ser.
Viver para ver o que está para acontecer. Para sorrir, para chorar, para animar.
Viver, enfim, para ver a vida não morrer. Para ver a vida mudar. Para viver uma vida que é minha e tua.
Viver por ti, por mim. Por aquilo que não somos e gostaríamos de ser. Por aquilo que ambos sabemos que jamais seremos. Por aquilo que temos a certeza que sempre iremos ser.
Viver para ver crescer outros, para ver entristecer os que amamos, para chorar com eles, para dormir com eles, para amá-los.
Viver, enfim, para não morrer.
Porque a vida é uma eterna fauna de dores, alegrias e angústias saudáveis. Porque a vida é uma morte constante.
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
Legos. Lembro-me deles?

segunda-feira, janeiro 12, 2009
Boneco de Neve: caem flocos na minha casa

terça-feira, novembro 18, 2008
Na Segunda Pessoa
Tens frio na noite e medo do escuro
Não saltas aflito de cima do muro
Tens medo e coragem, não sabes ao certo
No meio do nada há um lugar incerto
Avanças, recuas, dás mais um palpite
A incerteza abre-te o apetite
Não fiques parado no meio da estrada
Apanha boleia para qualquer morada
Abre uma janela deixa a luz entrar
Talvez haja alguém que te possa encontrar
Acordas devagar para não te assustares
As coisas nem sempre estão nos seus lugares
Tens uma desculpa uma frase batida
Improvisas um sonho à tua medida
Reages contido ao teu coração
Pois cabe-te tudo na palma da mão
Não fiques parado no meio da estrada
Apanha boleia para qualquer morada
Abre uma janela deixa a luz entrar
Talvez haja alguém que te possa encontrar
Classificados
quarta-feira, novembro 05, 2008
Sonhos
Ontem fui ver, pela segunda vez, o espectáculo do La Féria "Um Violino no Telhado". De cada vez que experimento entrar naquela sala e ver toda aquela magia, cada vez tenho mais certeza de que a minha vida não vive sem música.terça-feira, outubro 14, 2008
O "Mono"

quarta-feira, setembro 17, 2008
Público...
Alegres e tristes
Stressantes e monótonos.
Estranhos e ao mesmo tempo familiares.
Assustadores e ao mesmo tempo aliciantes.
É apenas a quinta vez que entro nesta redacção, me sento nesta cadeira e olho toda esta gente. É incrível como, de repente, passamos do oito ao oitenta ou do cem ao zero. Um dia pode vestir-se de amarelo, verde ou azul. Dão-me uma fotolegenda de reciclagem e dizem que gostaram do meu texto. Dizem-me que tenho que apanhar um táxi e encho-me de coragem para o fazer. Saio às 21h da redacção exausta, de rastos mas cheia de alegria. Senti-me útil e eficaz mesmo que a cerca de 1h de conversa com duas pessoas importantes apenas tenha cabido em 600 caracteres de texto.
Utilidade.
Palavra que passou a fazer parte do meu léxico pessoal nos últimos dias. Sentir-me útil, nem que seja para mil caracteres num jornal de 35 páginas é ultimamente a maior felicidade que me podem dar.
Nem que, para isso, tenha que lutar contra o stress, desesperar de tédio, procurar fazer o melhor e acabar por sair o pior... mas fazer!
Seja o que for... fazer!
quinta-feira, agosto 21, 2008
Aquilo que vai dentro.. do Cemitério de Pianos

segunda-feira, agosto 18, 2008
100
É a centésima vez que aqui escrevo.Poderia ser um número considerável se não tivesse dado este blog à luz há mais de três anos.
Poderia escrever todos os dias. Todas as horas. Não seria impossível. Há quem o faça.
Mas como uma mãe que vê o filho pela primeira vez e lhe traça o destino à primeira vista, também eu decidi que este espaço seria de entrega aos momentos marcantes. Àqueles que merecem ser descritos, àqueles que me fazem bem descrever.
Poderia tentar enganar-vos e dizer que se não escrevo mais é por falta de tempo. Por vezes é mais do que isso. Falta de vontade. Falta de força de relembrar os momentos. Falta de coragem para os contar. Falta de garras para encarar que, ou escrevo para ninguém, ou quem me lê não dá feedback.
A todos os que estão desse lado, obrigada por me lerem há 100 publicações.
sexta-feira, julho 25, 2008
Deixar fluir os pensamentos
..
Por detrás da consciência, por entre os olhos cansados, por entre as pálpebras cerradas e por entre a música calma...
sexta-feira, julho 11, 2008
Ilusão?
A resposta chegou tarde e atrasada.
Atrasada porque, como em quase tudo na vida, sou a última a saber.
Novidade.
Sou quase sempre a última a saber de tudo, não fosse a minha perspicácia suprema, a minha desconfiança de tudo.
Algo me dizia que já deveria ter sabido. Qual o meu espanto quando me dizem que a confirmação já me deveria ter sido dada há mais de duas semanas.
Espanto.
Bem, pelo menos, e quase que pela primeira vez na vida, a resposta não foi desilusória.
Consegui!
Já lutei tantas vezes por tanta coisa e perdi que, se perdesse desta, acho que já nem me doía.
Mas parece que lá ganhei...
Pelo menos acho que o meu pai ficou feliz.
Sim porque acho que ele nunca sonhou propriamente que eu fosse jornalista. "Mas já que és, pelo menos escreve para o Inimigo Público", disse-me com aquele sorriso que eu já conheço.
Já o conheço. Não sei se é bom ou mau. Mas conheço.
Confesso que a minha primeira opção de estágio foi a pensar nele. Porque sei que não sou aquilo que ele sonhou. Mas sinceramente também nunca soube o que é que ele sonhou para mim...
Advogada desempregada?
Bancária frustrada?
Estou certa que não.
Enfim. Vou para o Público.
Feliz? Acho que a minha maior felicidade foi poder dizer "entrei na primeira opção" pela primeira vez na vida.
Expectativas? Poucas. Como sempre. Sempre preferi surpreender-me. É o que sempre digo... corra como correr.. só não quero cair na lama...
Mas... pelo menos... vou esforçar-me por não desiludir o meu pai. Porque a mim, já não me iludo.
domingo, junho 08, 2008
O primeiro dia da eternidade
domingo, maio 18, 2008
Elogios
Se forem verdadeiros, fazem-me mais feliz mas não sem antes os submeter a uma avaliação profunda.
Vozes anónimas, perspectivas inviusadas não me fazem crescer nem voar acima das nuvens.
Sou assim.
Não me iludo com palavras bonitas ou caras simpáticas.
Desconfio.
Gosto de acreditar que o que dizem é verdade, mas prefiro pensar que tudo pode ter um reverso.
Até à confirmação profunda, gosto de aguardar calmamente a sentença final.
Não.
Não sou fria nem convencida de tudo. Tenho, inclusive, diversas dúvidas das minhas capacidades.
Mas costumo dizer que, embora o sonho ocupe grande parte da minha vida, vivo com os pés bem assentes na terra.
Prefiro surpreender-me e elevar-me ao alto, a desiludir-me e cair redonda no chão.
Porque nesses momentos... Não há elogios, nem mãos que nos levantem.
sábado, abril 26, 2008
Facada

Há quem lhe chame efeito bola de neve.
Eu prefiro encará-lo como uma aprendizagem. Uma pancada dolorosa, uma faca que espeta mas não faz sangrar. Aliás, várias.
Vários golpes que vão ficando e não sarando como uma chaga aberta que não sangra, não endurece, não cura.
Com o tempo dizemos que a esquecemos, que já passou, que não existe. Mas o tempo ensina-nos a fechá-la por fora sem que a curemos nas raízes. Ficará para sempre aberta por dentro, eternamente a escorrer o sangue do desgosto ainda que não nos arda como antigamente.
Um dia irei olhá-las e dizer que me ajudaram a crescer.
Por agora resta-me tratá-las para que não infeccionem. E acreditar que amanhã estarão curadas. Elas e eu.
(foto)
sexta-feira, abril 18, 2008
Beem! Que surpresa...
You Act Like You Are 15 Years Old |
![]() You are a teenager at heart. You don't quite feel like a grown up yet, but you don't feel like a kid. You question authority and are still trying to find your place in this world. You're quite rebellious, and you don't like being told what to do. You like to do things your way. You have your own unique style, taste in music, and outlook on life. |
terça-feira, abril 08, 2008
O Bolo da Vida

domingo, março 30, 2008
Quadro de Lousa

sexta-feira, fevereiro 29, 2008
Life is a box of chocolates...
... You never know what you're gonna get.Assim se escreve a frase que sintetiza a grande história de Forrest Gump.
Uma história simples, datada dos anos 60, mas que marcou uma fase importante do meu desenvolvimento.
"- Cris, tu quanto eras pequena eras o Forrest Gump" - dizes-me.
Sim, de facto eu era o Forrest Gump. Não porque fosse atrasada mental, gaga ou dona de uma paixão não correspondida. Não porque tivesse decidido dar a volta ao mundo a correr com umas Nike nos pés. Não porque (como se não bastasse) tivesse combatido na Guerra do Vietname e tivesse um colega que só soubesse falar de camarões.
Sim, eu fui o Forrest Gump.
Tudo porque o meu crescimento me pregou uma partida e com apenas um ano me ofereceram uma coisa a que se chama "voador". Que não serve para voar, senão abaixo das escadas...
Tudo porque com apenas um ano eu comecei a caminhar e, sem chegar ao chão sentada no pequeno banco daquela coisa redonda e cor-de-rosa com rodas, comecei a caminhar em bicos de pés.
E assim comecei a andar. Sempre em bicos de pés, tentando ser mais do que era, tentando chegar mais longe do que as minhas capacidades.
Ainda hoje assim sou, mas finalmente tenho os pés no chão.
Não uso voador porque, aos seis anos, decidiram levar-me a um ortopedista. Então passei manhãs e tardes inteiras num cubículo cheio de meninos como eu e como o Forrest Gump. Atraiçoados pelo próprio desenvolvimento motriz. Esperava horas e era atendida por um médico, ou um técnico que me apertava as pernas entre uns ferros desde a anca até ao tornozelo. Daí saía finalmente uma bota ortopédica que estava ligada ao ferro que descia da anca e se prendia a mim como uma sanguessuga através de umas faixas de velcro.
Tudo porque as minhas rótulas decidiram inverter o sentido e começar a rodar para dentro, direccionando as extremidades dos meus pés uma para a outra e fazendo-me caminhar como uma... pessoa menos normal.
E assim foi. Durante cerca de um ou dois anos na minha infância, eu fui o Forrest Gump. Eu usava sempre as mesmas botas ortopédicas quando as minhas amigas podiam usar sapatilhas ou sapatos novos. Eu usava sempre calças quando as minhas colegas podiam mostrar-me as saias novas que a mãe lhes havia oferecido. E eu não podia correr muito, ou arriscava-me a partir o aparelho que (de vez em quando partia só para minha felicidade) me estava a arrancar a parte mais divertida da minha infância.
Por isso sim, eu fui o Forrest Gump.
É que eu só me recordo desse episódio quando mo lembram...
Será que se lembram do último trabalho meu? Será que o leram ou deixaram apodrecer o AUDIÊNCIA no canto mais escondido do banco da cozinha?
Sei que não lhes dou muitas vitórias. Inclusivé não sou aquilo que sonharam que fosse.
Mas por favor, não me lembrem apenas de que fui o Forrest Gump.
Eu cresci e já abri a caixa de chocolates que a vida me deu.
E realmente a mãe do Forrest estava certa: nunca sabemos o que ela nos traz.
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
Ou então sou assim...
You are Wonder Woman
| You are a beautiful princess with great strength of character. ![]() |
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Dizem que sou assim...

You are The High Priestess
Science, Wisdom, Knowledge, Education.
The High Priestess is the card of knowledge, instinctual, supernatural, secret knowledge. She holds scrolls of arcane information that she might, or might not reveal to you. The moon crown on her head as well as the crescent by her foot indicates her willingness to illuminate what you otherwise might not see, reveal the secrets you need to know. The High Priestess is also associated with the moon however and can also indicate change or fluxuation, particularily when it comes to your moods.
What Tarot Card are You?
Take the Test to Find Out.
terça-feira, fevereiro 26, 2008
Sou pedra mármore
Sou doce quandos dias acordam frios e sou fria quando o gelo me perfura a alma. segunda-feira, fevereiro 18, 2008
O nosso sonho
Roubaram-no de nós como quem rouba um filho recém-nascido.
E eu chorei por ele e por ti,
Por não o poder viver na tua companhia.
Vou partir com ele, meu amor.
Porque me pedes que parta.
Mas nada será igual sem ti.
Porque tu és o pai dos meus sonhos.
Porque contigo sonho acordada o infinito e mais além.
Vou por ti.
Mas a dor de não te levar é mais forte do que a de o ver partir.
Eu prometo, meu amor
Vou voltar com o nosso sonho,
Aquele que geramos juntos.
E vai ser igual.
Tudo como era.
Tudo como fizemos.
Ainda que eu não tenha forças para acreditar.
Que esse sonho era teu e era meu.
terça-feira, fevereiro 12, 2008
Coisa feia, a Inveja

domingo, fevereiro 03, 2008
Vida madrasta
segunda-feira, janeiro 28, 2008
Não me deixes sozinha
segunda-feira, janeiro 21, 2008
Ver com os olhos do Coração

terça-feira, janeiro 15, 2008
Há muito que não escrevo.... aqui
A resposta foi penosa.
És um espaço onde desabafo, onde dou aso à minha imaginação, onde escrevo aquilo que quero e até aquilo que não posso.
A vida deu-me espaços. Deu-me liberdade. Mas uma liberdade condicional.
Vivo para escrever e a escrita é o meu dia-a-dia, a minha linguagem-mãe.
É a escrever que comunico ao mundo aquilo que vejo. Aquilo que quero que os outros vejam à minha maneira. A escrita é a minha forma de impôr ao mundo a forma como quero que eles o vejam.
E quando escrevo, mando.
Quando escrevo sou soberana, mesmo que lá no fundo queira que me ignorem, que me anulem à minha pequena ignorância, ao meu não saber, à minha pequenez.
No fundo sou pequena. Mas na escrita encontro o altar onde acho que me posso elevar.
Mesmo que em momentos de lucidez tenha noção de que não sou aquilo que quero ser, de que não sei aquilo que quero ser, de que não...
"Não pai. Não escrevo há muito tempo. Prefiro escrever num jornal onde, pelo menos, tenho a certeza de que alguém me lê. Nem que seja apenas o editor".
terça-feira, dezembro 11, 2007
Driving Home for Christmas

Porque tenho pena de te deixar ao abandono...
Porque gostava de me poder dedicar a ti com mais alma...
Mas porque, no fundo, sei que ninguém sente falta...
E porque já cheira a Natal, apesar de o coração ainda não sentir...
Aqui fica uma das minhas músicas de Natal preferidas...
Porque às vezes sinto que estou a conduzir em direcção ao Natal e ninguém me vê:
Driving Home For Christmas
(Chris Rea)
Im driving home for christmas
Oh, I cant wait to see those faces
Im driving home for christmas, yea
Well Im moving down that line
And its been so long
But I will be there
I sing this song
To pass the time away
Driving in my car
Driving home for christmas
Its gonna take some time
But Ill get there
Top to toe in tailbacks
Oh, I got red lights on the run
But soon therell be a freeway
Get my feet on holy ground
So I sing for you
Though you cant hear me
When I get trough
And feel you near me
I am driving home for christmas
Driving home for christmas
With a thousand memories
I take look at the driver next to me
Hes just the same
Just the same
Top to toe in tailbacks
Oh, I got red lights on the run
Im driving home for christmas, yea
Get my feet on holy ground
So I sing for you
Though you cant hear me
When I get trough
And feel you near me
Driving in my car
Driving home for christmas
Driving home for christmas
With a thousand memories




