
sexta-feira, março 09, 2007
Cansada

quinta-feira, fevereiro 15, 2007
Núvem de algodão
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
Prosas Gripais

Um vermelho no olhar.
Quero uma cama que me aqueça,
Onde me possa aconchegar.
A pele estremece,
Todo o meu corpo gela
Já nada mais me aquece,
Nem mesmo o frio da janela.
Olho por ela, fechada,
Há luz e fumo e céu
Afinal sou eu perdida e achada,
Neste quarto que é só meu.
"- Estás a chocar gripe" - Acorda-me a minha mãe.
Dou por mim a divagar,
Num delírio de rosas
Nesta cama onde me vou aconchegar
Perco-me, enfim... em prosas.
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
A sonhar

sexta-feira, janeiro 19, 2007
Momentos para Esquecer ou talvez não!
Pois bem...
Foi anteontem, quando na tentativa de me fazer o mais prestável possível, me ofereci para ir buscar o meu irmão às explicações de Matemática.
Os minutos passavam e eu sentada dentro do carro, numa inclinação medonha, a pensar em tudo: na minha vida nos últimos tempos, na monotonia dos dias que se iam seguindo, sempre a estudar, sempre a levantar à mesma hora, sempre a desejar que chegue ao fim a interminável época de exames... Mas especialmente a arranjar uma alternativa de tirar o carro daquela maldita subida, sem que o deixasse descair e sem que rebentasse com o motor. Pobre carrinho do meu avô e pobre de mim que odeio subidas!
Uma hora passou e eu perdida em pensamentos. A minha única companhia era o rádio que alternava de frequência mais rapdiamente do que eu saltava de pensamento em pensamento, sem que encontrasse uma música digna de ser banda sonora daquele momento (que deveria ter sido) inexistente. Foi já depois de muitos sofridos minutos que veio a música que tornou todo aquele momento numa melodia alegre e divertida: ela é linda e ele é o Jack Johnson.
Aquilo que ele canta é aquilo que nós imaginamos poder escrever, e até mesmo desenhar. Pena eu não ter jeito para o desenho, porque se tivesse, era um quadro assim que pintava:
I want to be where the talk of the town
Is about last night when the sun went down
And the trees all dance
And the warm wind blows in that same old sound
And the water below gives a gift to the sky
And the clouds give back every time they cry
And make the grass grow green beneath my toes
And if the sun comes out
I'll paint a picture all about
The colors I've been dreaming of
The hours just don't seem enough
To put it all together
Maybe it's as strange as it seems
And the trouble I find is that the trouble finds me
It's a part of my mind it begins with a dream
And a feeling I get when I look and I see
That this world is a puzzle,
I'll find all of the pieces
And put it all together, and then I'll rearrange it
I'll follow it forever
Always be as strange as it seems
Nobody ever told me not to try
And the water below gives a gift to the sky
And the clouds give back every time they cry
And make the grass grow green beneath my toes
And if the sun comes out
I'm going to paint a picture all about
The colors I've been dreaming of
The hours just don't seem enough
To put it all together
Always be as strange as it seems
Ah! E mais meia hora se passou até que saí deste ambiente natural e me fui enfiar na sala das explicações a ouvir um sermão que deveria transmitir fielmente aos meus pais.
Ainda bem que "fugi" à Matemática no 10º ano!
E ainda bem que o meu instrutor insistiu comigo no ponto de embraiagem. Caso contrário ainda agora estaria naquela subida, com o carro engatado a chamar pelo reboque e a desejar nunca ter saído de casa e nunca ter ouvido o Jack Johnson.
sexta-feira, janeiro 05, 2007
Coincidência Gelada
quarta-feira, dezembro 27, 2006
Não Consigo

Devia ver-te, diz-me a consciência.
Devia ter a oportunidade de te dizer adeus ou simplesmente um olá, quem sabe.
Devia sorrir para ti, pegar-te na mão ténue e dizer-te "estou aqui".
Mas não consigo.
Sei que se te visse, não te veria a ti, mas a algo que de ti se tomou.
Sei que se te enfrentasse dar-te-ia a parte mais fraca de mim, aquilo que até o tempo te roubou.
Sei que se te olhasse seria pela última vez.
E não consigo.
Apodera-se de mim a cobardia dos que perdem a coragem
Perco tudo aquilo que nos ensinou que a vida é, de facto, uma passagem.
Fazes-me pensar que tudo pode escapar-nos pelos dedos, pode roer-nos a corda do destino, pode roubar-nos a felicidade, a riqueza, a família e a nós mesmos.
Não consigo.
Imagino aquilo que já não és.
Sonho com aquilo que de ti conheci.
Mas não consigo despedir-me de ti.
domingo, dezembro 24, 2006
O Homem dos Sete Instrumentos
Feliz Natal para todos
quinta-feira, dezembro 21, 2006
Porque é Natal

sexta-feira, dezembro 08, 2006
Uma janela aberta
domingo, novembro 26, 2006
A vida é um lugar estranho
Há estranhos lugares, em estranhos mundos, onde vivem estranhos seres que para nós serão sempre... estranhos! segunda-feira, novembro 13, 2006
Olhos que não vêem
Há uma fila interminavel de gente que inicia mais uma semana de trabalho. Há um atropelamento contínuo de pés, de malas e de vozes. Um percurso acidentado que se sucede todas as santas semanas, em todos os primeiros dias. sábado, novembro 04, 2006
Sonho mau
Já passou...
(aumenta o volume)
Duermete pronto mi amor
Que la noche ya llego
Y cierra tus ojos que yo
De tus sueños cuidare
Siempre a tu lado estare
Y tu guardian yo sere
Toda la vida
Si un dia te sientes mal
Yo de bien te llenare
Y aunque muy lejos tu estes
Yo a tu sombra cuidare
Siempre a tu lado estare
Y tu guardian yo sere
Toda la vida
Esta noche te prometo que no vendran
Ni dragones ni fantasmas a molestar
Y en la puerta de tus sueños yo voy a estar
Hasta que tus ojos vuelvan a abrir
Duermete mi amor sueña con mi voz
Duermete mi amor hasta que salga el sol
Duermete mi amor sueña con mi voz
Duermete mi amor que aqui estare yo
Esta noche te prometo que no vendran
Ni dragones ni fantasmas a molestar
Y en la puerta de tus sueños yo voy a estar
Hasta que tus ojos vuelvan a abrir
Duermete mi amor sueña con mi voz
Duermete mi amor hasta que salga el sol
Duermete mi amor sueña con mi voz
Duermete mi amor que aqui estare yo
(Juanes)
As palavras, às vezes, são tão efémeras....
sábado, outubro 28, 2006
Abriram-se as portas
A vida dá-nos, por vezes, sinais tão claros daquilo que podemos esperar dela, daquilo que precisamos para continuar a caminhar e daquilo que nos é imprescindível para não desistir... domingo, outubro 22, 2006
Cara Nova

quarta-feira, outubro 18, 2006
Dias tristes
domingo, outubro 08, 2006
Ignorem-me

sábado, setembro 30, 2006
Um sonho tornado real
Há sonhos que nascem connosco, há outros que crescem ao longo da vida.Foi um dia, quando os meus sábados de manhã ainda não eram perfeitos, quando juntava a minha voz a dezenas delas na Academia que me ensinou a amar a música, que o Cats entrou na minha vida.
"- Tenho uma nova música para vocês". As notas entoavam algo como "Oh, well, I never was there ever a cat so clever as magical Mr Mistoffeles..."
A primeira vez que assisti ao espectáculo foi pela TV, dias mais tarde, como se o destino me estivesse a apontar pistas para aquele que seria o mais fabuloso climax de música e dança a que alguma vez poderia assistir.
O sonho nasceu na utopia de o encontrar no West End (New London Theatre). A impossibilidade de o concretizar confirmar-me-ia o facto de ser apenas mais uma fantasia.
Mas, como sempre me ensinaram, quando Deus nos fecha uma porta, abre-nos algures uma janela. E a brisa chegaria no dia 14 de Setembro de 2006, ao Coliseu do Porto.

sábado, setembro 23, 2006
Tempo
Vai e vem como o vento, como o sol em dia de tempestade, como as estrelas em noite de lua nova. Batem relógios no raiar dos dias,
Por cada batida novas fantasias.
Loucas palavras, luzes cor de mel,
E Ventos que trazem nuvens de papel.
Diz-me o que hei-de eu fazer,
Sinto no tempo o meu tempo a morrer.
Quanto mais longe, mais perto de ti.
Vozes ao longe chamam por min,
Cantigas, magia, passos de arlequim.
Estrelas cadentes na palma da mão,
Milagres, duendes, rasgos de paixão.
Diz-me o que hei-de eu fazer,
Sinto no tempo o meu tempo a morrer.
Quanto mais longe, mais perto de ti.
Ouço os segredos do fundo do mar,
Barcos perdidos, sereias a cantar.
Trago o teu nome escrito no peito,
Volta para mim, faz teu o meu leito.
Diz-me o que hei-de eu fazer,
Sinto no tempo o meu tempo a morrer.
Quanto mais longe, mais perto de ti.
sábado, setembro 09, 2006
Um lugar para recordar

Sei que não quero partir
Mas sei que onde chegar
Tenho a esperança que hei-de encontrar
Um lugar seguro para recordar.
segunda-feira, setembro 04, 2006
Frio no Coração
Há um frio que me rasga com a força de um punhal
Há um arrepio, um gélido suspiro carnal
Lá fora, o vento sopra quente,

Há um bafo de verão
Cá dentro, bate calado e frio o meu coração
A vida desfila perante a escuridão dos olhos que não consigo ver
Os sorrisos que tive, os risos que sustive estão prestes a desaparecer
Há lágrimas e suor,
Saudades e recordações que se atropelam com ardor
O bom da vida aparece a preto e branco no filme que gravo ao longo do tempo
As imagens ressaltam o meu pensamento
Faz calor lá fora
Desejo que esta luz nunca se apague, este sol nunca pare de me aquecer os dias ternos
Almejo que estes tempos para mim sejam eternos
O tempo escurece, a lua aparece
O termómetro ainda esquenta a pele queimada e partida
O choque térmico dá-se agora,
Quando tudo dorme excepto o meu coração ferido,
O meu futuro sentido,
A ânsia de que nunca chegue.
Fecho a janela,
Faz frio no meu coração.
quinta-feira, agosto 31, 2006
Conto de Fadas

segunda-feira, agosto 21, 2006
Antropologicamente Falando

sexta-feira, agosto 18, 2006
Recordando...

Para tu amor
Juanes
Para tu amor lo tengo todo
Desde mi sangre hasta la esencia de mi ser
Y para tu amor que es mi tesoro
Tengo mi vida toda entera a tus pies
Y tengo también
Un corazón que se muere por dar amor
Y que no conoce el fin
Un corazón que late por vos
Para tu amor no hay despedidas
Para tu amor yo solo tengo eternidad
Y para tu amor que me ilumina
Tengo una luna, un arco iris y un clavel
Y tengo también
Un corazón que se muere por dar amor
Y que no conoce fin
Un corazón que late por vos
Por eso yo te quiero tanto que no sé como
explicar lo
Que siento
Yo te quiero porque tu dolor es mi dolor
Y no hay dudas
Yo te quiero con el alma y con el corazón
te venero
hoy y siempre gracias yo te doy a ti mi amor
por existir
para tu amor lo tengo todo
lo tengo lodo y lo que no tengo también
lo conseguiré
para tu amor que es mi tesoro
Tengo mi vida toda entera a tus pies
Y tengo también...
domingo, agosto 13, 2006
Tears and Rain

Aqui os dias são perfeitos, coroados de sol e luz, sal e calor.
ar, há uma onda que surge de entre o betão erguido ao céu, robusto e escuro, rasgando a celestidade do céu.sexta-feira, julho 28, 2006
Sede
Para quê forçar as palavras que não querem sair? quinta-feira, julho 20, 2006
Pensamentos de Férias
Gosto desta vida de ócio. De tudo fazer sem nada acontecer. Ou de simplesmente não fazer. terça-feira, julho 18, 2006
Chegou o Fim

Hoje vesti-me de negro para Te agradecer.
quinta-feira, julho 13, 2006
Tudo se paga neste mundo

Chegaste dentro duma caixinha de sapatos que nunca sonhei abraçar. Pequeno, indefeso mas acima de tudo... lindo. De uma beleza que desafia a perfeição da Natureza. Exististe e começaste desde logo a fazer parte da minha vida, dos meus dias que agora são mais alegres porque os posso partilhar contigo.

sábado, julho 08, 2006
Só mais uma vez
Hoje posso voar, saltar, dançar...Ser quem nunca fui. Ser eu pela única vez na vida em que mo permitem sê-lo.
Hoje soltaram-me as amarras da metáfora que me prendia à vida.
O relógio torna a andar, os segundos giram no frenesim dinâmico das horas que para mim já não passam. E se passarem sei que voltam a vir...
Nada mais me importa porque hoje eu sou livre.
Hoje eu sou eu...
Solto as minhas asas e preparo-me para voar.
Abro então a janela que me prende aqui e mentalizo-me para o impulso final.
Sei que quando cair nessa pureza infinita serei apenas eu e os meus medos, eu e apenas eu na certeza de que me tenho unicamente a mim.
Aperto firme o coração contra o peito, elevo um pé, depois o outro e...
- Cristiana, filha... São horas de acordar...
- Já vou mãe, deixa-me sonhar só mais um bocadinho, só mais uma vez...
quarta-feira, junho 21, 2006
quinta-feira, junho 15, 2006
Epicentro no Coração
A minha porta fechou-se aqui. Fechaste-a atrás de ti,
Tempo passado...
Saudade que me aperta a dor que bate cá dentro.
Recordação dos momentos de alegria que partilhavamos.
Tristeza que palpita em momentos de agonia.
Que vêm e vão como os barcos...
Vejo-vos partirem e espero ansiosa como a noiva do marinheiro.
Viúva precoce, futuro que não virá...
Turbilhão de pensamentos que me atraiçoam a mente.
Felicidade que tenho mas que por vezes vive camuflada na insensatez do dia que não passa...
Tudo isto me bate aqui como um tremor...
Que abana, abala, mas não quebra.
Que tem o seu epicentro aqui... no meu coração.
sábado, maio 20, 2006
Carrossel da Vida
Soa a campainha. domingo, maio 14, 2006
Asas

Sorriso belo,
Sorriso vago.
sábado, abril 01, 2006
segunda-feira, março 20, 2006
"Não sabemos de nada"

quarta-feira, março 15, 2006
Não te disse Adeus
Choro.
Quero sair mas uma força agarra-me e impede-me de transpor essa barreira que me afasta agora para bem longe.
Choro.
Todos me olham e sinto vontade de chorar ainda mais, de deixar de prender os soluços que ameaçam sufocar-me. Fecho os olhos e vejo-te chegar, procurar-me, imaginar o que terá acontecido, o que terá a vida reservado para nós. Hoje ela decidiu separar-nos com a espada cruel de não nos dar sequer o amparo da despedida.
Choro.
Sei que voltarei em sentido oposto. Sei que vou sorrir ao olhar a paisagem da janela e ao ver-te acenar-me, os teus olhos risonhos recebendo-me de volta.
Mas enquanto isso, lamento a partida sem a doçura do adeus que hoje me empurra no tempo de volta para aquele momento em que não me viste partir.
segunda-feira, março 06, 2006
Taras e Manias
Embora já tenha sido desafiada há bastante tempo, só hoje senti capacidade de comunicar ao mundo algumas "manias" que me possam tornar de alguma forma diferente do restante comum dos mortais. Desde já agradeço a quem de mim se lembrou, deixando claro que o atraso não terá sido jamais por negligência.
Regulamento: "Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue."
1ª Mania: Falar rápido. E de tal forma que se torna incontrolável. Sei que sou prejudicada por isso, principalmente porque há alturas em que nem eu própria sou capaz de entender o que digo. Não se trata de qualquer deficiência ou deslexia, mas alguém me construiu assim. Por outro lado, já ouvi comentários de que esta "mania" (se é que assim pode ser considerada) acaba por influênciar aqueles que convivem comigo frequentemente que, além de se habituarem a raciocinar a mil à hora para compreender a minha linguagem, acabam por começar a produzir as palavras com a mesma rapidez. Parece impossível, mas raramente consigo controlar...
2ª Mania: As doenças. Pode ser uma simples picada de mosquito, um alimento menos aceitável pelo meu estômago ou a minha cabeça que sentiu necessidade de me "chatear". Vou morrer, não duro mais do que um mês... Enfim... (Ao menos desta tomo consciência)
3ª Mania: Cumprir horários. Não consigo viver com calma nem muito menos entender os que o fazem. Compromisso é compromisso mesmo para a situação mais insignificante. Horas foram feitas para ser cumpridas e se eu acordo com tempo para fazer tudo o planeado para esse dia, porque é que tenho que alterar os meus planos devido ao atraso dos outros? Não aceito ter que depender das "incompetências" dos restantes, principalmente quando me esforço por cumprir uma hora estabelecida e sou a única a fazê-lo!
4ª Mania: Pastilhas Elásticas. São a minha salvação em qualquer que seja o momento. Não passo sem elas. Ajudam-me à digestão (lá está a consonância com a 2ª Mania), a amparar o stress, a ocupar o tempo ou simplesmente a exercitar o maxilar...
quinta-feira, março 02, 2006
"Bom dia, Boa tarde e Boa noite"
Pessoas que, tal como eu, sobrevivem a mais um dia igual a tantos outros, confrontam uma realidade criada por alguém que decide transformar o seu e o nosso dia em algo difícil de igualar.
Olho pela janela as imagens que se atropelam num turbilhão de pensamentos, os pormenores de uma beleza inigualável que se me escapam na velocidade incontornável dos carris serenos sobre os quais deslizo eu e todos os outros que agora são iguais a mim.
“ – Bom dia, boa tarde e boa noite. Escrevi o teu nome na água, coisa mais impossível não se vê, mas o teu nome é tão lindo que até na água se lê”.
Olho, estupefacta, tal como todos o fazem. O discurso prossegue numa série de versos decorados e declamados da mesma forma que o fazíamos na escola primária para as festas de Natal quando os apregoávamos de coração aberto aos olhares atentos dos nossos pais e professoras, enquanto os nossos colegas se divertiam a fazer tudo menos a prestar-nos atenção.
Hoje, também eu sou “colega” desse homem que decidiu tornar a minha viagem de sempre, um pouco especial.
Sim, também eu olhei para a janela, ignorando a sua actuação fascinante, o seu sorriso inocente e o seu andar trôpego. Fiz-me igual a todos os outros passageiros, entreolhando-se admirados, mas incapazes de soltar qualquer comentário.
Senti vontade de me levantar e de aplaudir sorrindo-lhe. Mas iria saltar à vista e tornei-me incapaz de, tal como ele, ter tentado fazer alguém feliz, neste dia igual a tantos outros.
domingo, fevereiro 26, 2006
Estranha forma de vida

Arrepio-me....
As faces, as vozes, as existências que me acompanham desde sempre.
São-me tão familiares e ao mesmo tempo tão distantes, inexistentes, desafiantes.
Como é que o mundo pode trair-nos através de um simples olhar?
É tudo tão efémero que chega a fugir-nos entre os dedos mesmo quando ainda é nosso...
Oxalá sejamos sempre capazes de dar valor ao que possuimos, embora esteja certa de que nunca o seremos.
Talvez esses momentos de incerteza sirvam para isso mesmo...
A dar valor...
Ao que temos...
Ao que fomos...
Ao que somos...
Estranha forma de vida...
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
Meu anjo

Eu sei, meu anjo, que me olhas e me guias na mais escura das minhas noites. Mas também sei que te entristeces e que me arrefeces quando a noite é morna, condenando-me por não te recorrer quando mais preciso. Eu sei que não partiste, que estás aí e simultaneamente aqui, dentro de mim. Mas sou fraca para combater a dor de não te querer recordar, de lutar para te ter presente e de não conseguir.
Porque me foges? És tu que ultrapassas o meu além ou serei eu que não tenho asas que me elevem a ti? Se pedir perdão fosse a chave para a minha redenção, eu fá-lo-ia com toda a compaixão que te mereço. Mas o tempo que tinhamos para partilhar a nossa vida esgotou-se naquele dia em que o céu te roubou de mim.
Decido, então, fechar os olhos e ver-te: o cabelo cuidadosamente penteado, a pele rosada e aquela expressão de coragem, de quem sempre a teve para enfrentar a vida. Foste, és e serás sempre minha.
Senão na minha vida, hoje e para sempre no meu coração.
(Quem visitou o meu photoblog, provavelmente recorda-se deste post. Contudo, decidi afirmá-lo mais uma vez. Há alturas na vida em que somos incapazes de esquecer quem parte...)
quinta-feira, janeiro 19, 2006
Utopia
Preenches-me com a forma de um ser elevado ao extremo da perfeição e horrorizas-me em agonia.
Imagino-te crescer dentro do meu peito, preencher os meus dias, mudar a minha vida. Sorris comigo e sorris-me. Fazes-me chorar...
Não te vejo, não te cheiro não te posso nem tocar.
Odeio o que sinto, como te sinto... Se te sinto...
Porque vens?
Sou enorme na tua pequenez. Toco, enfim a tua essência e morro de dor por não te poder matar...
Acordo e agradeço a Deus nunca teres vivido em mim.
És Utopia. Oxalá o sejas enquanto não te desejar.
sábado, dezembro 24, 2005
Feliz Natal
Dá um duplo clique neste Natal!!!
Arrasta Jesus para o teu Directório principal
Guarda-o em todos os teus Arquivos pessoais
Selecciona-o como teu documento mestre.
Que Ele seja o modelo
para Formatar a tua vida:
justifica-o e alinha-o
à direita e à esquerda,
sem quebras na tua caminhada.
Que Jesus não seja apenas um Ícone,
um Acessório,
uma Ferramenta ou um Rodapé,
mas sim o Cabeçalho, o Caps Lock,
a Barra de Rolagem do teu caminhar.
Que Ele seja a Fonte da graça...
para o teu Ambiente de Trabalho,
o Paintbrush para colorir o teu sorriso,
a Configuração da tua simpatia,
a Nova Janela...
para Visualizar o Tamanho do teu amor,
Que Jesus seja o teu Painel de Controle...
para Cancelar os teus Recuos,
Compartilhar os teus Recursos e
Acessar o coração das tuas amizades.
Copia tudo o que é bom,
Delete todos os teus Erros.
Não deixes à Margem ninguém,
Abre as Bordas do teu coração,
Remove dele o Vírus do egoísmo.
Antes de Fechar,
coloca o "Amor" nos teus Favoritos
e o teu Natal...
será o Atalho da tua felicidade!
Clica agora em OK
para Actualizar os teus Conteúdos!
Feliz Natal a todos os que visitam o meu simples Blog!
sexta-feira, novembro 18, 2005
Eu pedi Forças

"Eu pedi forças
e Deus deu-me dificuldades
Para me fazer forte.
Eu pedi sabedoria
e Deus deu-me problemas
Para resolver
Eu pedi prosperidade
e Deus deu-me cérebro
E músculos para trabalhar.
Eu pedi coragem
e Deus deu-me pessoas
Com problemas para ajudar.
Eu pedi favores
e Deus deu-me oportunidades.
Eu não recebi nada do que pedi
mas recebi tudo o que precisava."
(Revista Xis, Público, setembro 2004)
Ela está ali, olha-me, e arranca sempre um pouco mais de mim, de onde nem eu própria sei.
Tem sempre algo de novo a dizer-me, mesmo que a leia compulsivamente, mesmo que me seja impossivel deixar de a olhar, mesmo que seja sempre a mesma e que se encontre sempre no mesmo sítio.
É admirável a forma mecânica com que tendo a lê-la mesmo sabendo que já a conheço de olhos fechados.
No entanto, talvez assim não seja...
Por isso penso que ela é mágica. Que ganha vida e comunica comigo numa linguagem muda que só eu e ela compreendemos.
Admirável como há tanta coisa assim na nossa vida e à qual raramente queremos validar a existência...
domingo, outubro 23, 2005
Música no Coração

És divino quando te sentas e tocas esse ser ao qual consegues dar vida mesmo quando morrem todos quantos o escutam. Transformas-te e transformas-me a mim que te admiro e invejo o teu mais ínfimo movimento.
És o coração que bate ao ritmo do metrónomo que não quer parar. És a nota solta que foge da partitura que só tu sabes amar. És a clave de sol que dá vida a cada colcheia que escapa dos teus dedos e repousa, enfim, no coração daqueles que se deixam tocar.
Admiro a forma como amas o timbre cruel da pauta que possuis e dás a possuir ao ouvido atento, ao coração que se deixa invadir por esse som que só tu és capaz de produzir.
Passaste até hoje ao lado do meu olhar e do meu coração. Mas sei que vivias recatado num canto que agora é só teu.
Agora sei que tens tanto para me dar, tanta melodia para me oferecer, tantas almas para fazer chorar, tantos corações para ajudar a bater...
Agora sei que irei perder se partires, mas prometo-te a ti e a mim própria que darei todo o meu coração para ser capaz de fazer uma parte daquilo que só tu sabes.
Oxalá o teu metrónomo não deixe nunca de acompanhar o tempo desta Sonata que a todos nós dá vida.
Que Deus te ajude e te dê forças para não partires e deitares por terra esse dom que eu almejava possuir: a Música no meu Coração.
sábado, outubro 01, 2005
Escrevo...
Mesmo que a minha escrita seja muda, os teus olhos cegos demais para a receberem e o teu coração incapaz de a apreender.Escrevo porque amo a escrita, porque me proporciona essa evasão que anseio quando abro a janela e estendo as minhas pequenas asas à procura do voo...
Sobra-me, enfim, uma réstea de esperança...
Hei-de escrever até que a vida me cale o coração.
quarta-feira, setembro 21, 2005
Falta

domingo, setembro 04, 2005
Momentos

Disseste-me um dia que são os pormenores que fazem os momentos e eu engoli as tuas palavras, sorridente por ter sido dona daquele instante em que cantei para ti a música do Pedro, que hoje me empurra de volta ao passado, para junto de ti.
Se calhar tornei-me pouco sensível aos suspiros de frases alheias que se tornaram próprias de cada um quando se identificam com elas. Se calhar a vida incentivou-me a curvar o pescoço e a colar os olhos no chão, onde o meu campo de visão não se estende para além do meu próprio umbigo. Se calhar transformei-me em algo que nunca fui, por razões que nunca existiram e às tantas nunca deixarão de me assombrar.
Por isso, naquele dia devia ter-te dado mais atenção, devia ter meditado e não me ter limitado a engolir as tuas palavras. Se o tivesse feito, não estaria agora tão surpresa por ter concebido a mim própria o melhor momento da semana quando ontem ouvi a tua voz, e os melhores momentos da minha vida cada vez que me dás a mão, me abraças, me segredas ao ouvido nas tuas expressões angelicais, exactamente aquilo que preciso de ouvir para o meu coração acordar de vez, estremecer e me dar razões para ter a certeza de que afinal ainda vive e eu não me limito a vegetar.
Foi isso que me fizeste: colocaste um semáforo encarnado na minha existência vegetal, monótona e estática, para reacenderes o verde, a esperança de que talvez esses momentos se pudessem repetir no dia seguinte, e no outro, e no outro...
Porque tu foste o pormenor que transformou a minha vida num momento que se irá prolongar eternamente.
sábado, agosto 20, 2005
Sopro de Saudade

É unicamente quando o mar ou a terra nos separam daquilo que consideramos, efectivamente, importante que nos apercebemos do que realmente significam para nós.
És cruel. Surges quando sabes que não posso evitar-te. Mas és ao mesmo tempo cobarde porque não vens só. Revestes-te de uma espécie de camada rígida e trazes contigo um turbilhão de sentimentos e emoções que se elevam ao quadrado a cada minuto que passa.
Longe, tudo se torna inalcançável. A certeza transforma-se na nossa mais temível dúvida e aquilo que considerávamos real perde todo e qualquer contorno que se possa considerar verdadeiro.
Os sentimentos alcançam proporções desmedidas. As dúvidas desfazem-se quando até precisavamos que existissem para que pudessemos pensar nelas de cabeça fria. As certezas perdem as suas raízes e começamos a valorizar aquilo que deixamos para trás e ao qual não davamos qualquer importância.
Apercebemo-nos de que a nossa existência só dá fruto quando em contacto com as nossas verdadeiras raízes. Raízes essas que nos recusamos a regar quando possuímos capacidades para tal. Mas agora que o vento nos empurrou de encontro a uma realidade que não conhecemos, que teremos que lutar para a descobrir, lamentamos esse afastamento cruel, essa desconexão dura que acabará por nos ensinar a viver.
Saudade que vens com a maresia que penetra o meu olfacto, que me surges na noite mais escura e que me obrigas a desejar nunca ter saído de onde realmente pertenço.
Quero matar-te sem encontrar arma com a qual o fazer.
Submeto-me, então, a ti e por entre lágrimas e frustrações lamento o teres aparecido na minha vida quando menos precisava, amaldiçoo a tua existência e almejo o dia em que o sol brilhará só para mim, sem a sofreguidão do teu sopro.
segunda-feira, agosto 15, 2005
Heróis




